Psicologia Criciúma

O consultório de Psicologia Manuela Corrêa, sediada em Criciúma, oferece um ambiente acolhedor na prestação de acompanhamento psicológico por meio de Gestalt Terapia para adultos e crianças.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O filho adotivo precisa conhecer sua história com naturalidade

O fantasma da rejeição do filho adotivo assusta os pais e isso pode estragar o momento lindo que é a adoção. Alguns ainda acreditam que, ao contar a verdade para a criança, ela rejeitará a família que lhe acolheu. Isso realmente poderá acontecer, mas só se a verdade vier à tona muito tarde. Por isso a opinião dos especialistas é unânime: quanto mais cedo a criança souber da sua história, melhor ela entenderá a situação.

A psicóloga Manuela Corrêa é um dos profissionais que defende que o filho adotivo deve conhecer a sua história mesmo sem entender o que é adoção e o que são os laços sanguíneos. "Quando ela souber o que significam tais coisas, tudo já será muito natural pra ela. As crianças não têm preconceito ou tabus quanto a esse assunto, os adultos é que tem", explicou.

Mas como contar? Contando a verdade! Por exemplo: papai e mamãe queriam um bebê, mas não estavam conseguindo ter um. Então eles resolveram escolher uma criança que nasceu na barriga de outra mamãe. Corrêa orienta ainda que a história da criança deve ser contada várias vezes e de uma forma bem natural. "É importante contar isso desde sempre para a criança. A relação de pais e filhos tem como uma das bases a confiança, e os filhos precisam confiar nos pais. Construir uma relação em cima de uma mentira pode ser bastante prejudicial", orienta.

Você e seu filho também podem se beneficiar de vários livros infantis que tratam sobre o assunto!

Então, captou a nossa dica? Começar a contar o quanto antes a real história da criança, de maneira natural. Agora, se seu filho já estiver beirando a adolescência e ainda não souber da verdade, procure o auxílio de um profissional.

Fonte: Piccolo Universe By Ricky Martin
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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Ceres abre inscrições para tratamento

Há mais de 13 anos a Ceres, Associação Criciumense de Apoio à Saúde Mental, disponibiliza atividades de apoio a pessoas que sofrem com transtornos psíquicos. A ONG é direcionada à população que não tem condições de financiar tratamentos do gênero. Além dos grupos que enfrentam a depressão e ansiedade, também o grupo de pacientes vindos dos hospitais psiquiátricos, que já contam com o trabalho dos voluntários, a entidade está abrindo inscrições para equipe de transtornos alimentares, incluindo anorexia, bulimia e obesidade.

A psicóloga Daniela Bitencourt explica que primeiramente é feita uma entrevista com o interessado para traçar o perfil. “São grupos homogêneos, portanto precisamos conversar com as pessoas para saber se realmente elas se encaixam no grupo. Isso para que os objetivos sejam satisfatórios para todos”, afirma. Ela também conta que o projeto tem duração de um ano e que os resultados dependem também de outros fatores. “É difícil falarmos de resultados já que isso é muito subjetivo e depende de outros acompanhamentos, não apenas da gente, mas a aceitação é grande por parte dos pacientes”, declara Daniela.

De acordo com a psicóloga Manuela Corrêa, para o início das atividades é necessário um número mínimo de oito pessoas e máximo de 15. “Consiste em uma terapia de grupo, por isso precisamos dessa quantia, se não, se trata de tratamento individual. Também não podemos agregar muita gente porque fica inviável realizar os trabalhos de forma satisfatória”, enfatiza. Manuela também explica que o objetivo é fazer com que se tenha uma melhor relação com a alimentação, proporcionando um alívio, através dos trabalhos com o corpo e com a mente.

As inscrições devem ser feitas na própria sede, que fica no Shopping de Camelôs, no centro, ou pelo telefone (48) 3437-3655, na parte da tarde, das 13h30min às 17:30min. A ONG não possui fins lucrativos e cobra um valor simbólico de R$ 2 por sessão para cobrir as despesas e manter a entidade em funcionamento. Apenas maiores de 18 anos podem se matricular.

FONTE: Jornal da Manhã de Criciúma
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sábado, 17 de março de 2012

Os ovos de páscoa chegaram e a consciência não é a única a ficar pesada!


A Páscoa é época de que? De reunir a família, de ter bons sentimentos. Os mais religiosos vão à Igreja cuidar do lado espiritual. Há quem diga que é tempo de renovação. Seria muito bom se a Páscoa lembrasse só isso, mas Páscoa lembra também chocolate, e chocolate, por sua vez, lembra engordar. Durante esta época pascal, em algumas pessoas vem à tona a compulsão, tanto por comprar quanto por comer. As pompas e o colorido dos ovos e cestas de Páscoa enchem os olhos dos descontrolados. E um dos maiores problemas é acharmos que não somos influenciados por este show de guloseimas.

Aproveitando que esta é uma época em que se come muito chocolate, falaremos um pouco sobre a comida em excesso. Porque será que algumas pessoas comem tanto? Porque é tão difícil controlar-se mesmo quando não se tem mais fome? Há quem diga que são os nossos instintos, como no livro “A culpa é da genética”, que explica como esse comportamento de comer em demasia está registrado em nossos genes. Nossos ancestrais, quando abatiam uma boa presa, não tinham como armazená-la para os dias que se seguiriam. Logo, precisavam comer por inteiro o que caçavam, pois o que não fosse consumido estragaria. E esta seria a razão para sentirmos vontade de comer até quase explodir.

Mas será que este é o único motivo? Acredito que não. Várias gerações após o homem sem geladeira, vivemos em tamanho corre-corre que nem percebemos algumas necessidades do nosso corpo, tais como: troca de afeto, atenção do outro, sexo, descanso, diversão, enfim: o prazer. Alguns pensam que prazer é supérfluo, mas estes prazeres são necessários para o corpo e sempre os buscamos de alguma forma. A comida é uma fonte de prazer rápido, não custa muito, se encontra fácil - é o prazer imediato. Quer motivo melhor pra comer? Quando se tem um dia ruim e ninguém para dividir isto, algo melhor do que chocolate pra adoçar o fim do dia? Há quem diga que “as pessoas comem seus problemas”. Uma vez que a comida dá prazer, ela diminui a ansiedade gerada por tensões do dia a dia. Uma semana cansativa de trabalho ou estudo gera ansiedade, e se você não procura relaxar de alguma maneira, seu corpo procura o relaxamento por você – e o encontra na comida.

Então, você que está lendo seu jornal , lembrando-se dos seus chocolates e sentindo remorso, relaxe! Antes de pensar em uma dieta mirabolante para perder os quilinhos que ganhou na Páscoa, tente procurar esses prazeres que parecem tão tolos, pois quando você está se divertindo e tendo sentimentos bons, você esquece da comida. Deixando a comida de lado, sua consciência vai passar pela Páscoa mais leve e você também!
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Uia, Freud! A culpa é do pai também!


A sociedade evoluiu, já passou da hora de nós considerarmos a importância dos homens na criação dos filhos. Eles são mais desligados? Esquecidos ou menos sensíveis? Em partes, mas a capacidade de aprender dos homens é exatamente a mesma das mulheres. O que não vem com os instintos, eles dão conta de aprender, então eles podem e devem cuidar dos próprios filhos.

Filhinho da mamãe já não é a realidade de todas as crianças, com a mulher no mercado de trabalho, com tantos divórcios, o pai vem tendo seu papel muito mais ativo na criação dos filhos (não, eu não vou dizer que os pais vêm exercendo papel de mãe, pois PAI exerce papel de pai!). E outro fato: o homem moderno é mais protetor e cuidador do que os homens de antigamente. O casal vem compartilhando as responsabilidades, Ela pegou um pouquinho da função de mantenedora do lar, Ele de cuidador. E ficam bem com isso. E as crianças ganham.

Com essa história de trabalhar, as mamães vem deixando de ser tão leoas pelos seus filhotes e abrindo um espacinho para o papai leão (que antes só caçava) chegar e dar suas lambidas nas crias. E eles vêm se mostrando muito eficientes em fazê-lo. As modernidades ajudam e muito, é verdade. Com o freezer para congelar a papinha, microondas para esquentar comida (sem queimar), celular do médico e da vovó para qualquer emergência, internet pra tirar aquela dúvida rápidona fica mais fácil cuidar de criança. Mas o que conta é a boa vontade, não é mesmo? E eles têm de sobra. Eles até já descobriram que trocar a fralda não cai o ‘piu-piu’ de ninguém (nem o do bebe, nem o deles!). Sem brincadeiras, essa quebra de tabus deu um giro de 180 graus na cara da nossa sociedade, na cara da nossa família. Os pais que antes olhavam de longe as mães criarem os filhos, hoje participam ativamente da vida das crianças.

Então, meus queridos, Freud que me desculpe, mas culpa de sermos essas pessoas únicas que somos hoje é do papai também.

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As diversas faces do professor


Um profissional de qualquer área, dificilmente exerce uma função apenas. Entretanto, ainda não vi profissional ter tantos papéis como o tal professor. A primeira tarefa do professor é saber, este profissional tem que ter conhecimento, atualizar-se o tempo todo para não ficar para trás, tanto dos colegas de trabalho quanto dos alunos. Estamos falando de crianças e adolescentes que vivem em um mundo aonde a informação chega muito rápido; bom, o docente tem que ser mais rápido.

O professor é um educador, pois se o mesmo almejar respeito dos alunos, ele tem que, algumas vezes, ensina-los a serem respeitosos. Os pais parecem não ter mais tanto tempo para os filhos, estão se criando grandes demandas de crianças que ficam períodos integrais na escola, pois os familiares não têm disponibilidade de horários e não confiam nas babás. Crianças que ficam na escola, passam a ser educadas pelos professores.

Este profissional ainda é funcionário, da escola, dos pais e algumas vezes, também dos alunos. Sim, dos alunos! O profissional da sala de aula, atualmente, tem que prestar conta de seus serviços à escola, que cobra aprendizagem dos alunos, da mesma forma que os pais cobram. E além disso, tem que deixar os alunos satisfeitos, pois ultimamente os alunos escolhem os professores da grade, àquele que não agrada de alguma forma, fica sem emprego.

Dentro da sala de aula ele tem que ser juiz, para apaziguar os desentendimentos; conselheiro para os adolescentes e seus conflitos; observadores, para perceber àqueles alunos que precisam de uma atenção especial; ator, pois seus problemas pessoais não podem interferir em seu trabalho. Além disso, tem que sobrar um cantinho para ser um bom pai ou uma boa mãe, filho, marido ou mulher, amigo, administrador, dona de casa ou chefe de família. Sem esquecer de descansar! Já que pra ser tudo isso, tem que ser muito criativo, e uma mente só é criativa quando está bem descansada.

Vendo tudo isso, há de se pensar que esta pessoa tem de ser um equilibrista para levar todos esses papéis e não deixar nenhum a desejar. Mas algumas vezes, este acúmulo de funções causa a perda equilíbrio para este individuo, e ele falta não só como profissional, mas como pessoa. Pensando no bem estar do professor que a CERES – Associação Criciumense de Apoio à Saúde Mental criou o Projeto do Grupo Psicoterapeutico para Professores da Rede Publica de Ensino, com a intenção de preservar a saúde psíquica do professor. Para maiores informações, procure a CERES pelo telefone 34373655.O Grupo terá seu inicio em Fevereiro e tem como principal objetivo propiciar momentos de troca entre os professores, bem como uma escuta profissional, com o intuito de contribuir com a prevenção, recuperação e manutenção da saúde mental dos professores da rede pública municipal e estadual. Professor, traga todas as suas faces para participar e crescer com o nosso Grupo Terapêutico.

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Não leve o inimigo para debaixo dos lençóis – Parte I : “Insônia”.


A palavra insônia causa arrepio em boa parte da população, quem não sofre desse mal, tem muito medo de sofrer no futuro. O que grande parte das pessoas desconhece é que a insônia nem sempre é uma doença, e sim um sintoma de algum outro problema. As pessoas costumam tomar remédios para tratar a falta de sono, e medicar a insônia sem ter conhecimento do que causa, pode estar mascarando outros problemas, sejam eles físicos, psíquicos ou sociais.

Seria interessante a população ir ao médico antes de se automedicar. O remédio, além de nem sempre fazer o efeito desejado, pode estar prejudicando outras áreas do organismo, pois os remédios ”tarja preta” geralmente fazem dormir, mas vêm acompanhados de diversos efeitos colaterais.

Vale lembrar também que cada organismo funciona de uma maneira, e que o remédio que o “vizinho” toma e faz muito bem pra ele, pode lhe prejudicar, mesmo que o problema de vocês seja exatamente o mesmo. O problema é igual, mas o organismo é diferente, faz bem pra ele, mas pode lhe levar a um infarto, fazer sua pressão arterial subir, ou até mesmo desencadear uma crise de hipoglicemia aos diabéticos.

Mesmo sendo um sintoma, a insônia não tratada de forma apropriada pode trazer alguns prejuízos na sua saúde, tanto fisicamente quanto mentalmente. Várias noites mal dormidas causam, em um curto prazo, irritabilidade, perda no rendimento: seja no trabalho, nos estudos ou nas tarefas diárias. Podem aparecer ainda dores de cabeça, problemas de memória, principalmente com fatos recentes, mudanças repentinas de humor, falta de concentração e até mesmo lentidão de raciocínio.

A falta de sono a longo prazo prejudica a produção de hormônios, já que é durante o sono que produzimos boa parte deles, alguns até vitais para o bom funcionamento do organismo, tais como o hormônio do crescimento. A insônia que lhe faz companhia há muitos meses pode lhe deixar com falta de vigor físico, pode causar envelhecimento precoce e comprometimento do sistema imunológico. As pessoas que não dormem bem têm maior tendência a desenvolver a diabetes, obesidade, perda crônica de memória, problemas gastrointestinais ou até mesmo doenças cardiovasculares.

As noites mal dormidas merecem sim, uma atenção especial, mas de um profissional qualificado. Quando alguém de sua família faz um corte profundo em alguma parte do corpo e é preciso costurar, você leva a um hospital, não a uma costureira. Porque com o seu sono não existe a mesma preocupação de procurar o profissional adequado para resolver a situação? O sono traz benefícios para todas as partes do seu corpo, merece uma atenção mais do que especial. No próximo artigo da série falaremos sobre a higiene do sono: os métodos sem contra indicação que você pode utilizar em casa para melhorar seu sono.

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Os rapidinhos!


O mundo globalizou, e as pessoas parecem ter ‘globalizado’ junto com ele. Atitudes rápidas, resoluções de problemas na velocidade de luz, locomoção acelerada através dos engarrafamentos, refeições engolidas e não mastigadas (salve o fast-food!), relacionamentos momentâneos, sensações ligeiras, vínculos feitos e rompidos na mesma alvoroço, casamentos que duram o piscar do flash da máquina fotográfica da lua de mel. Queremos e temos tudo muito instantâneo, encurtando nossa paciência, nossa tolerância pra qualquer problema que possa vir a existir. Toda essa agilidade tem seus benefícios, mas quanto tempo podemos nos comportar como máquinas? O nosso organismo não suporta tanta aceleração, a nossa “máquina” estraga, e a peça mais frágil é o coração.

Nossos adolescentes são a geração do descontrole, deixam os pais apavorados e ninguém ainda explicou direito por que. Falta de limites parece ser a principal explicação. É, em um mundo ligeiro feito este, parece que todo mundo tem medo de puxar os freios dos filhos, medo de que possam “capotar”, já que as coisas vão muito velozes. Os jovens deste mundo globalizado são reflexo da própria sociedade. Os relacionamentos deles são febris, intensos, com a duração de um suspiro. Eles ‘ficam’, no primeiro conflito, onde precisa-se parar para resolver, logo se descarta a companhia. Pois ninguém tem paciência de plantar os frutos hoje para colher amanhã.

O planeta nessa velocidade faz as pessoas desejarem sensações intensas e rápidas, onde encontrar essa mágica? Pergunta de resposta perigosa. Bom, temos substancias que proporcionam sensações desta forma. Tais substâncias são conhecidas como “drogas”. As pessoas se chocam quando ouvem falar a este respeito, porém, atire a primeira pedra quem nunca viu ninguém tomar remédio pra dormir! Depois de um dia agitado, as pessoas, com dificuldade de desacelerar, não conseguem dormir e se dopam. Seguindo esta mesma lógica, pra quem se sente deprimido, algo melhor do que uma “balinha” para animar? Porque se dar ao trabalho de esperar a dor passar, se existe o conforto de não ter que esperar nada, simplesmente pode-se mandar ela embora com alguma substância, seja ela lícita ou não.

Está mais do que na hora de puxarmos nossos freios, nossa saúde pede por socorro. Nossa nova geração implora por atenção. E o motivo mais simples, o mais clichê: quando viajamos muito rápido, perdemos toda a beleza da paisagem. Nosso corpo não é de ferro, as doenças desta época, em sua grande parte, são conseqüência desta nossa vida estressante, acelerada. O que mais falta para vermos que precisamos diminuir nosso ritmo? Precisa de um médico com o diagnóstico ruim nas mãos? Acredito que para começar, se você conseguiu parar para fazer esta reflexão, já está válido.

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sexta-feira, 16 de março de 2012

Como a agressividade pode atrapalhar o processo de aprendizagem?


O crescente aparecimento de comportamentos agressivos nas escolas tem cada vez mais preocupado pais e principalmente professores. A preocupação fica ainda maior quando nos remete o fato de que a escola é um local onde as crianças estão para aprender regras e valores. Ao contrario do que muitas pessoas acreditam, a agressividade não aparece só em escolas públicas, aparece também nas escolas particulares. Do mesmo modo que não se vê diferença entre as escolas da área rural e urbana nesse aspecto. É importante firmar que não estamos falando somente de agressões físicas, estamos tratando também de falas e atitudes hostis.

Esse comportamento, quando apresentado por crianças, costuma estar relacionado a problemas familiares. Os estudantes podem ter em casa um modelo de solucionar problemas de forma agressiva ou explosiva. E uma vez o comportamento aprendido, ele poderá ser reproduzido em todo lugar, inclusive na escola, para com os colegas ou até mesmo com os professores.

Comportamento agressivo na escola vem se tornando um dos vários fatores que atrapalham a aprendizagem atualmente, já que não são somente as crianças que praticam ou sofrem agressões que se prejudicam nesse caso. Temos de levar em consideração que as crianças que assistem a esses episódios agressivos tendem a experimentar sensações como o medo e a ansiedade. Causa ansiedade nas crianças expectadoras por nada poderem fazer pra ajudar o colega agredido, pois tal atitude penderia para fazer da criança delatora o próximo alvo. E grande parte das crianças sente medo de passar por tal situação. Essas sensações descritas não são adequadas para um ambiente de aprendizado. Como se pode perceber, toda a turma sai prejudicada por essas circunstâncias.

Para solucionar ou amenizar o problema, em alguns casos é viável fazer um trabalho psicológico com o aluno agressivo, auxiliando-o a lidar com os problemas em casa e dessa forma fazendo com que a agressividade diminua. Em outros casos mais agravados, se faz necessário um trabalho de parceria da escola com a família, onde possam existir trocas de experiências, para que desse modo todos possam compartilhar suas dificuldades e dúvidas. Para que a escola possa orientar os pais sobre como o comportamento da criança na escola pode ser reflexo do comportamento da família em casa, e de como eles podem agir para reverter a situação.

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O Planeta pede água – ou não


Não vou dizer que nós estamos passando por momentos difíceis, por que na verdade, nós só estamos assistindo muitas pessoas passarem por momentos bem difíceis. Coisas tão ruins vêm acontecendo devido às águas do verão que até parece que não é de verdade, parece sonho – ou pesadelo.

Quando este tipo de desastre acontece, as pessoas que só observam ficam se perguntando quão grande será o trauma de quem passou por tudo aquilo. E como vão fazer pra viver com isso ou como vão se curar. Posso dizer que o trauma nem sempre acontece, mas aquelas sensações de que ‘não aconteceu’, ou ‘fazer promessas gigantescas caso fulano fique bem’, ou ainda achar que tudo foi um grande engano e que ‘amanhã tudo voltará ao normal’, tais sensações e pensamentos são muito freqüentes.

Na verdade, eu estou descrevendo as fases do luto. Sim, luto. Quem perde algo que gosta muito passa pelo luto também. Estas pessoas não perderam só a segurança do lar, perderam sua história, sua identidade. A vida de trabalho estava ali e água levou, junto com todas as marcas de felicidade que foram deixadas no caminho. Desesperador. É normal causar luto, até esperado. O choque e a negação costumam ser os primeiros sentimentos a aflorarem. Antes da esperada aceitação, podem aparecer também a raiva e a barganha.

A maioria das pessoas consegue chegar na aceitação por si só, mas a ajuda externa é preciosa; pois durante o processo de assimilar a perda, podem aparecer sentimentos como descrença e desesperança. As vitimas tem a sensação de que nunca mais vão conseguir reerguer-se. No meio de todo este turbilhão de sentimentos, é difícil tomar a iniciativa de recomeçar, até porque é um caminho longo e as pessoas estão fragilizadas.

Não é só com alimentos e remédios que se ajuda estas pessoas. Se você não tem condições de disponibilizar tais doações, você tem os seus ouvidos para ouvir a dor destas pessoas, e você tem as suas palavras para consolar e dar um pouco de esperança à quem perdeu muito. Você pode também levar brinquedos paras as crianças e água potável pra fazer um café. Não são coisas essenciais, mas são coisas que eles tinham em suas casas, que trazem algum conforto e familiaridade. São pequenos gestos que ajudam a curar aquelas mentes tão machucadas e cansadas. Faça a sua parte, mesmo que seja pequena. Nós não queremos imaginar (mas devemos) que aquelas famílias, poderiam ser as nossas.
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Férias, porque te quero?


Férias escolares são realmente uma delícia – para as crianças e para os professores. É a hora que o papai e a mamãe põem as manguinhas de fora para trabalhar. Este período do ano é de tirar o atraso, do sono, dos cafunés, dos banhos de sol, das brincadeiras mais divertidas, mas se os papais não estão preparados, ele pode se tornar caótico.

Uma ótima dica sobre o que não fazer: deixar as crianças ociosas na frente da televisão ou do computador. Esse é o momento de descanso, mas também de interação. Sem contar que as crianças podem ficar agitadas e irritadiças se ficarem o dia todo paradas, sem nenhuma atividade externa. Os pequenos precisam de outras crianças para treinar suas habilidades sociais, ou seja: para aprender novas brincadeiras, aprender a lidar com a frustração, aprender a negociar, a ceder. Como fazer tudo isso? Brincando!

Voltando a quebra de rotina, está é uma ótima época de aproveitar os recursos de sua cidade: cinema, parque, pracinhas, shoppings e zoológicos. Se estiver na praia, não poderia ser mais adequado, as crianças costumam adorar água. Se não está, improvise! Crianças se divertem igualmente com um criativo banho de mangueira com regador de jardim. Basta ter autorização e supervisão dos adultos.

Por falar em supervisão dos adultos, atenção, os corujões que tiram férias junto com as crianças: é hora de tirar o atraso do tempinho junto. Aí você pensa: ah, mas é época de limpar armários, organizar a casa então mãos à obra! Crianças adoram ser prestativas, sentirem-se uteis. É importante que os pais tenham este tempo junto aos filhos, seja com jogos de tabuleiros, na hora da história, na hora do banho. Outra dica é brincar de mestre cuca, todo mundo adora comer coisas diferentes nas férias, com a meninada não poderia ser diferente. Para fazer a alegria da garotada, chame eles para ajudarem na preparação das suas sobremesas preferidas, ou daquele bolo da vovó, a saladinha do almoço. Crianças adoram fazer coisas de adulto, e uma ajudinha extra é sempre bem vinda, além de mater a crianças em movimento e aprendizagem.

Mas depois de tudo isso, sobra algum tempo pro papai e pra mamãe? Claro que sobra! Deixe as crianças dormirem um pouquinho mais, sair um tiquinho da rotina. Combine com os pais dos amiguinhos de seus filhos, façam revezamento. Cada dia um cuida da programação das crianças. Não fica cansativo para os papais, que terão vários períodos de férias e ficam muito mais divertidos para as crianças, que em grupo, vão aproveitar muito mais este momento. Aproveitem também os titios, as madrinhas, o vovô e a vovó, uma tarde com cada uma dessas pessoas trazem certo descanso aos papais corujas e também alegria as babás postiças. Além de ser muito saudável para os pequenos conhecerem as diferentes rotinas da família e conhecidos.

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